
Aconselhada por uma mãe de santo (Léa Garcia), Nzinga parte para Salvador e Rio de Janeiro, onde, nesta cidade, depois de um pequeno entrevero num hotel, ela irá conhecer as rodas-de-samba. A música, na verdade, é a condutora da narrativa de Atabaques Nzinga, que dá ao filme um formato híbrido entre ficção e realidade. De certa maneira, o que assistimos é um musical sobre as raízes da cultura brasileira, tendo como destino os três pontos negreiros do País, a Bahia, o Rio de Janeiro e Pernambuco.
As manifestações da cultura negra no Estado tomam boa parte de Atabaques Nzinga, com as partições do Balé Afro Majê Molê e Bacanaré e da cirandeira Lia de Itamaracá. Com a sensível costura sonora tecida por Naná Vasconcelos, o filme ganha em organicidade em toda sua extensão.
Atabaques Nzinga, de Octávio Bezerra
Mostra Extra-FAM
Teatro Ademir Rosa, no CIC
dia 07 de junho
14:00 h
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